Logo depois da notícia ruim
Totalmente perdido, recebe um monte de instruções sobre fundo de garantia, planos de previdência, homologação, devolução de carteiras de plano de saúde, etc... Muita informação para pouca cabeça, pois os nossos pensamentos neste momento giram em torno de perguntas do tipo: Como? Por que? Por que eu? Por que não fulano? Como vou pagar as minhas contas? E meu carro financiado? Será que acho outro emprego com o mesmo salário? Será que a crise vai demorar muito? O que tenho que fazer? Como falo isso para minha família? O que eu vou fazer em casa? Será que meu curriculum está bom o suficiente? Tenho que me associar a alguma empresa de recolocação? Devo cortar gastos? Será que é hora de abrir um negócio próprio?
Pois é... Estas informações do RH, certamente deviam ser passadas em detalhes após uma semana do desligamento e não na hora como fazem, mas fazer o que...
Pois bem, ao chegar em casa o que acontece? Divulgamos a notícia que nem entendemos direito ainda para nossas famílias e tentamos consolá-las e acalmá-las quando quem precisa destes préstimos somos nós. Tentamos mostrar auto-confiança e culpamos nosso chefe, a empresa, o cargo e fazemos julgamentos aos quatro ventos, porém até agora a "ficha não caiu".
Um primeiro impulso é ligar o computador, pegar o curriculum do jeito que está, ou no máximo com uma correção de idade e saírmos enviando o mesmo pra todos nossos contatos, mesmo que sejam spams, e-mails publicitários e até contatos que nem conhecemos...
Um pouco mais calmos agora, se é que isso é possível, começamos a ligar para alguns amigos "influentes" segundo nosso julgamento e pedimos conselhos, emprego e ajuda, mas com certeza nem sabemos o que queremos direito até este momento...
E por fim, mal humorados, exaustos, tristes e inconsolados, bebemos algumas cervejas e dormimos...
Comentários
12 milhões formais somente no Brasil e a conta nunca abaixa, só aumenta.
Quem passou e passará sabe como é difícil essa situação.